sábado, 3 de dezembro de 2011

Interlúdio

O prazo para as minhas 101 coisas está quase acabando - em menos de seis meses, vou ter completado mil e um dias desde que fiz aquela lista, e é impressionante quão poucas coisas consegui cumprir em todo esse tempo. Acho que o que mais me assusta, no entanto, é quão poucas coisas eu continuei querendo. Isso não é novidade para ninguém, o quanto tudo muda, mas a verdade é que ser confrontada, assim, com uma prova direta - não do que você mudou em aparência, mas do que você mudou por dentro - é uma coisa no mínimo fascinante. É o que ocorre, também, com eventos anuais, por mais agradáveis que sejam: A comparação do que você é e do que você foi é inevitável, e, para mim, pelo menos, decidir se o resultado foi positivo ou negativo é sempre difícil. Fato é que a minha escrita não é mais o que costumava ser, e sinto falta da facilidade com que as palavras costumavam me vir, e da ausência de um complexo de não ser boa o bastante para elas. Outro fato é que a minha percepção ao mundo ao meu redor aumentou extremamente, e talvez isso acabe funcionando a meu favor, no futuro. O último fato é que o nosso crescimento e a nossa felicidade não são contínuos ou lineares, e raramente seguem pela mesma direção.

Recentemente, tenho visto mais animes do que vejo há muito tempo. Tenho também procurado escrever, embora nada do que eu produzo me agrade. Além disso, tenho sempre me sentido inadequada ou não boa o suficiente - é, como já disse, um sentimento que não vai embora sozinho, e às vezes me cansa lutar com ele. Às vezes tudo me cansa, ponto final. E a minha tendência a se cansar de tudo cansa a mim mesma, o que é, no mínimo, contraproducente. Mas isso acho que vocês já sabem.

De resto, estou normal. Aliás, estou, na verdade, num momento desagradavelmente normal e desinteressado e espero sair deste estado logo. Vamos ver.

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