terça-feira, 20 de abril de 2010

O que eu queria acrescentar

(Antes de mais nada: Não assisto BBB. Não acompanho, não vejo notícia, não voto no paredão, mal entendo todas as regras. Não é que eu odeie o programa, vejam bem. Acho a premissa estúpida e inútil? Acho. Mas até aí, dá pra contar nos dedos os programas da televisão brasileira que não são assim. Eu gosto de bastante coisa estúpida e inútil - quer dizer, pelo amor de Deus, eu gosto de Cilada. E rio vendo American Pie. Não é como se eu fosse um bom exemplo de controle de qualidade, então, não é como se eu condenasse que assiste BBB. Apenas não me interessa. Logo, naturalmente, não acompanhei nenhuma edição, incluindo essa última. Mas tenho algumas coisas a dizer a respeito dela, sim.)

Se você é no mínimo um pouco informado, já sabe até do que eu vou falar aqui - ou melhor, de quem eu vou reclamar. Mas respiram aliviados que esse não vai ser mais um post crucificando o Dourado - quer dizer, até vai, mas nem tanto. Tem outros muito melhores com esse assunto, já, e o BBB já terminou há tempo demais pra eu vir aqui atacar um participante. Não se preocupem, fãs. Tenho mais a intenção de usá-lo como exemplo do que criticá-lo diretamente.

Então. Como eu disse antes, não sei porra nenhuma de BBB, mas confesso que esse até que acompanhei direitinho, comparando com os outros, nos quais dava pra contar nos dedos de uma mão os participantes que eu conhecia. O fato é que, por conta da inclusão dos "coloridos" nessa edição, houve um tremendo escândalo na internet. Surgiu até um boato de que tinham selecionado um hermafrodita pra casa, e aí sim eu admito que fui procurar a respeito e descobri que como sempre era apenas mais um exagero de gente que não tem o que fazer. Mas a idéia de três homossexuais no programa, e ainda por cima um deles sendo travesti, me pareceu uma iniciativa boa da Globo, que pra mim é um canal que vive fazendo merda, mas acerta às vezes. Aí pensei em acompanhar o desenrolar da história pela internet, já que não tinha interesse em ver na íntegra. E... Gente.

Saudades da época em que Dourado era só um peixinho legal...

O lado interessante do BBB é que, acompanhando a torcida, dá pra ter uma boa idéia da mentalidade geral da população brasileira no momento. Porque, né, é um dos programas de maior alcance na nossa rede atualmente. E essa edição, em especial, me lembrou dum assunto que eu queria abordar há um tempão, mas não sabia direito como. Então o Dourado surgiu, e ele é o exemplo perfeito do tópico em questão, então vou usá-lo de tal modo.

Peguemos, primeiro, a Máfia Dourada. Aquele pessoal alcança um nível de fanatismo de dar inveja à uma fangirl de Crepúsculo. Mas por quê? O que o Dourado tem pra atrair tanta gente? Personalidade, talvez - muitos alegam que ele é um cara engraçado e autêntico. Mas, vendo os comentários dos fãs, a impressão que dá é que ele tá mais pra uma bandeira humana. Quando ouvi isso pela primeira vez, pensei que fosse pela óbvia homofobia que ele demonstra, e qual não foi a minha surpresa ao ouvir que, de jeito nenhum, o que o Dourado faz não é homofobia, é orgulho. Ele não é homofóbico, alega a torcida, ele é anti-heterofobia.

Mas hein? Sim, pessoal, anti-heterofobia. Que aparentemente é um problema de altíssimo nível da sociedade atual: Ninguém mais é hetero, acusa a Máfia. O mundo inteiro virou gay. Logo, o homem-classe média-branco-hetero, que antigamente teria sido o dominante, se tornou o oprimido. Eles são a atual minoria.

Acredite, eu também gostaria de saber.

O pior é que hoje em dia isso nem é mais um pensamento raro. Centenas de pessoas juram de pés juntos que coisas como homofobia, machismo e racismo não existem mais, imagina, é tudo delírio de alguns paranóicos. O que existe agora é o preconceito inverso. Nós, as pessoas brancas, somos os vilões. Eles, os homens, são os malvados. Eles, os heteros, são os cruéis. É uma visão bem atrasada e ingênua, mas na maioria das vezes é fruto de falta de informação, mesmo. E como argumentar contra isso? Bem, vamos por partes. Começando pela homofobia, e, claro, pelo Dourado.

Afinal, ele é ou não é homofóbico? Muita, mas muita gente tem certeza que não. Afinal, ele não bateu em nenhum dos gays da casa, bateu? Não ofendeu nenhum deles diretamente, ofendeu? Não teve nojo de ser tocado por nenhum, teve? E, além do mais, ele e o Serginho eram amigos. Bem. Para começar, ter um amigo gay não necessariamente significa que você não seja homofóbico. Você pode ser gay e ser homofóbico (lembram?). As ações do Dourado, nesse BBB, foram absolutamente condenáveis - por exemplo, ele declarou em rede nacional que homem hetero não pega AIDS. As pessoas dizem que isso é fruto de ignorância, não de preconceito. Olha, me desculpem, mas a minha experiência diz que os dois fatores andam de mãos dadas, praticamente sempre. E esse negócio de que a AIDS seria um câncer gay foi um obstáculo imenso que surgiu na época da descoberta da doença, mas, hoje em dia, um cara como o Dourado já teria condições de saber pelo menos o BÁSICO a respeito. Ou, se ele não soubesse, que ficasse calado, não abrisse a boca pra falar aquela estupidez sem tamanho (espero que a Globo não tenha deixado isso passar em branco, aliás, porque só me falta a parcela ignorante da população assistir e achar que o que o Mestre Dourado disse tá certo). Ele também disse que gays falando de sexo lhe tiravam o apetite, o que, além de grosso, foi totalmente desnecessário. Sem mencionar, é claro, sua expressão quando o Bial brincou com sobre a relação dele e do Dicesar. E ainda por cima foi mostrado depois falando que sairia do programa sem amigos, sem trabalho e sem moral.

Agora, aí vem a pergunta que não quer calar: Como um cara desses pode não ser considerado homofóbico? A homofobia não está no que você diz, gente, está nas suas ações. E eu NÃO LIGO se o Dourado é o santo encarnado, se ele treina criancinhas com síndrome de Down e o caralho a quatro. Como diria o meu querido Sirius Black, o mundo não é dividido entre os bons e os Comensais da Morte, Harry - e nem entre os homofóbicos e as pessoas legais. Como pessoa o Dourado pode ter infinitas qualidades que compensem a sua homofobia, sim, ele pode, mas eu não o conheço e tô pegando ele como exemplo aqui, então isso não me interessa. A questão não é se o Dourado é ou não é homofóbico: É óbvio que ele é. A questão é: Por que é tão difícil enxergar isso?

O problema é a falta de discernimento. A gente vê coisas como machismo, homofobia e racismo, hoje em dia, como atos extremos: Homofóbico é aquele que pega um gay aleatório e o espanca até a morte. Machista é aquele que acha que mulher não serve pra nada a não ser cozinhar e ter filho. Racista é aquele acha que os negros tem que ser escravizados novamente. Todas as pessoas que não fazem essas coisas (leia-se, a maioria), portanto, não seriam preconceituosas. Então sem problemas, elas estariam livres. "Ufa, ainda bem, não preciso rever minhas ações! Tô na boa, não quero matar ninguém, não sou desse tipo não... Ih, opa, tá vindo um preto do outro lado da rua, tá escuro, melhor mudar de calçada... E, ei, cara, tu tá com medo? Deixa de ser viado! Ah, não, é uma mulher, tá tranquilo então, mulher é bem mais tranquila do que homem, bem mais emocional... Sem problemas então!"

"Isso mesmo, meu filho, continue assim!"

Tem uma explicação pra isso, e ela é até boa, se você olhar de certo modo: Preconceito virou algo feio. É péssimo você tratar diferente uma pessoa por causa do sexo/da cor/da opção sexual dela, hoje em dia. Já falei antes e vou repetir: Ser preconceituoso é algo bem mais normal do que a maioria das pessoas pensa. E isso não é algo para se ter vergonha. A gente cresce, é criado e recebe toda hora milhões de influências de uma sociedade totalmente preconceituosa - nesse meio, é inevitável incorporar alguns conceitos. A solução é encontrá-los, controlá-los e, por fim, eliminá-los de vez. Eu ainda tenho muito preconceitos dos quais não consegui me livrar. Quando tenho raiva de um cara, por exemplo, a primeira ofensa que me vem na cabeça ainda é "veado". Mas tô tentando segurar isso na medida do possível, e é uma questão de tempo até eu conseguir. E é isso que a Máfia Dourada não quer ser obrigada a fazer. Eles querem liberdade para exercerem seus preconceitos, seus "direitos de não gostarem" de gays em paz. Porque mudar dá trabalho demais, sabe. É muito mais cômodo se convencer de que é a vítima.

Aí surge a heterofobia. Assim, sutil, sem que ninguém tivesse notado, os heterossexuais se tornaram a minoria. Enquanto estão adotando crianças sem serem taxados de pedófilos, se casando de maneira aprovada pela Igreja e pela lei, tendo liberdade para se agarrarem livremente e quase fazerem sexo no meio da rua, eles são os perseguidos. Tadinhos. E então, junto com a heterofobia, surge o chamado "orgulho hetero", do qual o Dourado já declarou textualmente compartilhar. E, de certa forma, a doutrina não é totalmente errada. Afinal, por que eu não poderia ter orgulho de ser branca? É a minha raça, né? O que faz um negro poder dizer que tem orgulho da raça dele e eu não? Sacanagem, né? Não é preconceito igual?

Minha resposta: Sim, é. Eu devia poder dizer que tenho orgulho de ser branca, assim como outro cara pode dizer que tem orgulho de ser negro. Mas a questão é que você não pode analisar as coisas assim, sem colocá-las no contexto da nossa sociedade. E aí vem o fato: Eu posso dizer que tenho orgulho de ser branca. O Dourado pode dizer que tem orgulho de ser hetero. Mas nem eu e nem ele precisamos disso. Aliás, se parar pra pensar bem, esse negócio de orgulho, hetero ou homo, é uma coisa estúpida. Digo, cara, é a sua sexualidade. É com quem você transa. Isso não tinha que interessar a ninguém. Ninguém tinha que se importar se você está orgulhoso ou não do fato de gostar só de homens, ou só de mulheres, ou dos dois. O problema é que, pra aplicar isso na vida real, a coisa não funciona assim. Não faz diferença se você tem ou não orgulho de ser hetero. Ninguém vai ter olhar estranho por ser hetero. Ninguém vai dizer que você está confuso por ser hetero. Ninguém vai dizer que você vai pro inferno por ser hetero. Inclusive, se você disser num círculo de heterossexuais que tem orgulho de ser hetero, a maioria deles vai dar de ombros e dizer "tantofas". É por isso que não faz sentido erguer a bandeira do orgulho hetero, ou branco, ou masculino: Porque não há o que combater.

É por isso que temos que pensar no contexto antes de condenar algo baseado apenas no bom senso. No meu mundinho cor-de-rosa, é claro que o orgulho gay seria algo desnecessário, porque não faria diferença nenhuma pra ninguém se a pessoa fosse gay em primeiro lugar. Mas na vida real não é assim. Os gays são uma minoria oprimida. Sim, ainda. Sim, por mais que tanta gente tente negar. Por isso que eu sou obrigada a dizer que tenho orgulho de ser bi, do contrário, como disse antes, não faria a menor diferença. Caguei pra heteressoxualidade do Dourado. Caguei pra heterossexualidade do Bial. Mas não caguei pra homossexualidade do Serginho e do Dicesar. Por quê? Porque eu sou uma preconceituosa invertida, uma paranóica estúpida? Não. Porque, pro Serginho, chegar pra família dele e dizer que "sou gay" levou coragem. Porque, pro Dicesar, assumir em rede nacional que era drag lhe garantiu milhões de ameaças virtuais. Porque, pra Angélica, beijar a pessoa que ela ama na rua será classificado como exibicionismo e exagero. Pro Dourado não. Pro Bial não. E, se há diferença no tratamento, tem que haver diferença na resposta. É isso que eu estou falando.

Mas, mesmo assim, vamos supor que alguém possa ser discriminado por ser hetero. Não gosto de generalizações, então, imagino que existam homossexuais que pensem assim, apesar de nunca ter conhecido nenhum. Então digamos que aquela lésbica da sua sala da faculdade tem tudo contra você por causa da sua heterossexualidade. Aí, um belo dia, contando uma história, você menciona a sua namorada, e ela dá uma risadinha maliciosa e solta uma piada cruel. Ela foi preconceituosa? Foi. Mas quem vai rir? Ela não é a única homossexual assumida da sua sala? Ah, sim, talvez aquele cara meio afeminado da fileira da esquerda dê uma risadinha. Mas aí você e o resto da turma, heteros, não poderiam simplesmente excluí-los de vez? Cadê a repressão aqui?

Mas, ok, vou ser generosa. Talvez se a predominância na sala fosse de gays a situação ocorresse de maneira diferente, mas quais seriam as chances de uma sala aleatória ter 90% dos alunos como homossexuais assumidos? O lugar teria que ser diferente. Teria que ser uma parada gay, ou uma boate gay, ou um evento de anime (não resisti, hahaha, sorry). Conheço milhões de heteros que vão nesses lugares livremente (até nos eventos! Ok, tá bom, eu paro) e não sofrem problema algum, mas suponhamos que possa ocorrer com alguém. Essa pessoa teria que estar num lugar deslocado do espaço dela normal. Ela teria que ter entrado num meio onde a homossexualidade é dominante, porque não é assim no seu dia-a-dia. Entendem? É só ver a diferença nos termos: Comunidade gay, sociedade hetero. O único lugar onde os homossexuais têm o poder são nos seus espaços fechados. No resto do tempo, eles são os oprimidos.

"Fê, tô com um problemão... Meu pai descobriu que eu tô pegando uma mulher e me expulsou de casa..."

Que merda, hein, cara. Não fica triste não, preconceito esses dias é foda mesmo.

Lógico que as reclamações variam. Peguemos o exemplo do meu professor de Biologia, que outro dia contou um caso pra classe de quando ele viajou com uns amigos e lá um pessoal sugeriu que eles fossem pra uma balada gay. Ele disse que não, mas o pessoal mesmo assim insistiu. Aí, nas palavras do próprio: "Hoje em dia, cês sabem, né, a gente é obrigado a gostar".

Eu sinceramente não vejo o sentido dessa afirmação. Falando por mim mesma, assim, não vejo sentido em obrigar alguém a gostar de gays. Odeio gente que idolatra homossexuais, vocês sabem. Eles - aliás, nós, porque se você fala de bissexualidade eu estou no meio - não têm que ser idolatrados, mas têm que ser respeitados e reconhecidos como vítimas atuais. Mas sabe o que é? As pessoas agem como se tratar homossexuais da mesma maneira como se tratam heteros seja ser "obrigado a gostar". Aí surgem idéias como "pode até ser gay, mas não precisa ser tão explícito!", ou "pode até ser gay, mas não precisa se tocar na rua!". E ninguém me convence de que isso não é homofobia. Ora, vejamos o caso do meu professor. Se ele tivesse cedido às sugestões do povo que o acompanhava e ido à tal boate gay, o que poderia ter acontecido? Uma múltipla escolha para homenagear a profissão do analisado:

a) Ele poderia ter achado a noite legal e se divertido.

b) Ele poderia ter achado a noite uma merda e morrido de tédio.

c) Ele poderia ter sido confundido com um gay, levado cantadas, recusado-as educadamente e mesmo assim achado a noite legal e se divertido.

d) Ele poderia ter sido confundido com um gay, levado cantadas, recusado-as educadamente e mesmo assim ter achado a festa um saco.

e) Ele poderia ter sido confundido com um gay, levado cantadas, ficado ofendidíssimo e achado a noite uma merda por causa disso.

Claro que haveriam outras possibilidades, como a boate pegar fogo e meu professor morrer, ou alguém colocar um boa-noite-Cinderela na bebida dele e no dia seguinte ele acordar numa banheira sem um rim, mas vamos nos ater à essas cinco. Alguém duvida que o que o apavorava era a opção "e"? Porque, né, a pior coisa que pode acontecer com um cara que entra numa boate para gays é ser confundido com um. Ok, posso até entender que, se o objetivo do meu professor para aquela noite fosse pegar mulher, não seria exatamente o lugar ideal (se bem que, como eu disse, tem muito hetero que freqüenta boates gays, principalmente mulheres). Mas, se a idéia era simplesmente relaxar e se divertir, qual o problema? Bem, porque, claro, a imagem de machão é mais importante do que isso. É mais necessária. Mas outro dia eu falo dessa necessidade imposta aos homens de serem viris, hoje o assunto é outro.

Voltando ao Dourado, de novo, e com sorte essa é a última vez que o menciono, porque tô querendo encerrar o texto logo: Muita gente argumenta que há uma perseguição em cima dele que é injusta. E, de certa forma, é verdade. Ele não era o único preconceituoso desse BBB. Aquela Fernanda (é impressionante como na mídia só tem Fernanda escrota, cara, não tem uma que se salve) era homofóbica e racista, de quebra. Então, por que a marcação com o Dourado? Por que eu não usei a minha xará de exemplo, aqui, ao invés dele? A resposta é que, se não havia igual perseguição a nenhum outro candidato, também não havia semelhante fama. Apesar de ser tão polêmico e ter agredido uma parcela significativa da população durante a edição, o Dourado conquistou uma legião de fãs assustadora, como o Alemão, o Max Porto e outros antes dele que eram do mesmo estilo (no sentido de ser machão e engraçado, não necessariamente homofóbico. Apesar de eu achar o Alemão um estúpido). O que significa que esse país ainda não tem olhos preparados para reconhecer, efetivamente, o pior tipo de preconceito - aquele que preferimos fingir que não existe, tratar como natural, e que acaba dando origem aos maiores, os assustadores, os "verdadeiramente condenáveis". Uma pessoa não precisa ser espancada para sentir que está sendo agredida. Ela não precisar ser expulsa de casa para sentir que a família não a aprova. E, sim, ela não precisa ouvir alguém dizer que a despreza pelo que é, quando isso é perceptível com um olhar.

E, pra encerrar, só preciso dizer que é necessário entender que se trata de um problema de dimensão bem maior. Eu não ligo pro indíviduo Marcelo Dourado ter ganhado um milhão de reais. Eu ligo pro nosso país, onde um homossexual é assassinado a cada dois dias, um país que acabou de ganhar a adorável posição de mais homofóbico do mundo, e onde a maioria das pessoas parece pensar que está tudo bem desrespeitar os outros se for essa a sua opinião. Não está. Não é tão simples assim, Máfia. Ou, pelo menos, não deveria ser.

sábado, 3 de abril de 2010

Identificação, quem curte


Vontade de conhecer anônimos só pra dizer eu te entendo nem é algo que sinto com freqüência.