sábado, 9 de janeiro de 2010

Endless fact

Fico puta com aquele pessoal que diz que não consegue ser feliz por causa de tudo que está errado com o mundo. Fico puta com aquele pessoal que acha que eu não tenho o direito de rir em paz por causa das crianças morrendo de fome na África. Fico puta com aquele pessoal que acha que felicidade plena não existe, e que no final das contas a tristeza é tudo que nos resta.

Fico puta porque acho isso de um egoísmo sem tamanho. Acho que se recusar a tentar viver bem por causa das desgraças que ocorrem diariamente é algo covarde, patético, risível, desprezível. Quero bater com um bastão nessas pessoas que tentam vender a idéia de que o amor é um mito, de que a amizade não existe e que os laços familiares só vão até certo ponto. Quero bater com um bastão nessas pessoas que se acham no direito de contaminar a felicidade alheia com seus comentários descrentes e ignorantes, que eles dizem que são feitos no intuito de "conscientizar", quando só conseguem satisfazer as suas próprias mentes medíocres. Essas mentes repugnantes que vivem de procurar todos os problemas do mundo apenas para apontá-los, e jamais tentar solucioná-los - porque isso é impossível, é utopia. Essas mentes que se alimentam de estatísticas e números para dizer determinada quantidade de pessoas morreu em determinado lugar, por determinada causa e de determinada forma, e por isso você não pode acordar de manhã e olhar para cima e dizer que o mundo é bonito só porque o céu está azul. Só porque está fazendo sol e tem gente rindo e indo à praia. Só por isso, eles afirmam que eu não tenho o direito de ser feliz.

Verdade seja dita que, se alguém me perguntasse, eu jamais diria que qualquer uma dessas pessoas gostaria do que eu escrevo. Convivi com essas pessoas a vida inteira, como qualquer outro, e elas gostam de me caracterizar como sonhadora, como boba, como ingênua. Porque nunca acreditei no que elas dizem. Nunca acreditei que a essência das pessoas é a maldade. Nunca acreditei que os problemas do mundo não tem solução. E, por mais contraditório que pareça, nunca afirmei "acreditar" em felicidade. Dizer que eu acredito em felicidade seria o mesmo que dizer que acredito em oxigênio - quando oxigênio não é uma crença, é um fato. Felicidade também.


E, já que qualquer pessoa desse tipo, a essa altura do post, já deve ter fechado a janela ou está arrancando os cabelos, irei mais longe. Mas não serei arrogante - não vou afirmar que tristeza eterna não existe. Existe. Mas é que nem felicidade eterna - só existe se você deixar.

E sobre o mundo? O mundo está aí. Com todos os seus defeitos e merdas e gente morrendo e sofrendo o tempo todo. E gente que vê tudo isso e tenta nos convencer de que não vale mais a pena, de que não tem mais jeito. De que ódio existe e amor não. De que tristeza existe e felicidade não. E sobre tudo isso eu só tenho a dizer foda-se. Sou feliz porque o céu quando eu volto à pé da escola é bonito. Porque suco de maracujá é bom. Porque a textura do carpete do meu quarto é gostosa. E porque eu "acredito" - eu sei que nenhum problema do mundo é inteiramente sem solução. E sou alienada, sou ingênua, sou boba? Não cabe a mim responder. Só que a verdade é que conheço todas estatísticas que tendem a jogar repetidamente na minha cara, e provavelmente eu saberia da determinada quantidade de pessoas que morreu em determinado dia e em determinado lugar de determinada forma, mas isso para mim seria mais um motivo a favor, outra prova da minha filosofia. Porque ser feliz não é a minha alienação, não é uma prova de minha ignorância (e, com certeza, ela é margistral, como a de qualquer um). Ser feliz é O MÍNIMO que todos nós devíamos fazer pelo mundo.


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A bunch of fireworks

Uma das coisas que faz do ano-novo o meu feriado favorito, por mais clichê que pareça, são os fogos de artifício. Dezenas de flores desabrochando no céu. De todas as cores, subindo em pequenas cobras de luz e explodindo e encantando e sumindo tão rápido, tão simples, tão, tão bonito. Adorei 2009, adorei seu início, seu meio e seu fim. Conheci tanta gente nova, perdi contato com tanta gente antiga, chorei tanto, ri tanto, briguei tanto, amei tanto. Li tanto livro bom, vi tanto filme bom, escrevi tanta coisa boa e ruim. Falei tanta merda, falei tantas coisas bonitas - fiz tanta merda, fiz tantas coisas bonitas. Fiz tanta coisa diferente aquele ano, tanta coisa que eu nunca tinha feito antes. Valeu tanto a pena.

Fiz várias promessas para este ano, e talvez ano que vem eu descubra que não consegui cumprir nenhuma delas, e que algumas não eram tão relevantes quanto pareciam. Mas não importa.


É o primeiro dia de 2010 e eu estou feliz.

Espero que todos vocês sintam o mesmo - não só hoje, como na maior parte dos 365 dias que virão a seguir. ♥